Maria João Castro

Bailarina e investigadora, Maria João Castro iniciou os seus estudos em dança pela ginástica rítmica e a dança jazz. Interregno de 10 anos sem dançar e eis que por mera coincidência descobre a dança clássica e popular egípcia; a partir daí dá-se uma reviravolta na sua vida. Percebe que o movimento pode ter um significado e que para além de tudo pode trazer uma harmonia profunda ao ser. Essa revelação apaixona-a e fazem-na aprofundar os seus conhecimentos com outros professores e noutras áreas (passando pelas danças de salão, dança cigana e artes marciais) de forma a enriquecer o seu repertório, encontrando-se nos últimos anos dedicada à prática de flamenco, ballet e chi kung. Foi intérprete de trabalhos de vários coreógrafos (Myriam Szabo, João Hydalgo), criando os espectáculos Sopro Oriental (2006), Bailando as Estações (2007), Flores de Pedra (2008) e, mais recentemente, ArTe (2010).

De 2003 a 2006 torna-se professora, coreógrafa e produtora de espectáculos, escrevendo e editando em 2004 o livro Dança Oriental, o primeiro livro em Portugal sobre o tema. Em 2005 fundou o grupo Alimah projecto formado com o objectivo de divulgar e dignificar a música e as danças do mundo, através de workshops, cursos e espectáculos. No decurso de várias viagens pelo globo, tem oportunidade de contactar de perto com diferentes culturas locais, recolhendo informações sobre algumas das danças do mundo.

Presentemente dedica-se à investigação da dança, sendo doutoranda em História da Arte Contemporânea (vertente dança), escreve artigos para revistas da especialidade bem como é conferencista. Comissária do Festival e da Exposição Portugal e os Ballets Russes (2010), bem como autora do respectivo catálogo, Maria João vê na dança um convite à viagem, mergulhando o público num labirinto poético de fusão artística, movimento e arte. A contínua depuração de uma alma que se atreve a seguir um traço desenhado… A bailarina poeta, que dança a cartografia da alma…

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